
Desde 2020, diversas empresas passaram por uma transformação nas dinâmicas das relações profissionais durante e após a pandemia. Sendo assim, o trabalho presencial e remoto, passaram a conviver e se complementar, permeando a rotina profissional de diversos negócios.
Onde você trabalha isso também aconteceu, certo?
O trabalho presencial, principalmente em grandes startups e corporações, como o Google, foi substituído, para grande parte das equipes, para o remoto, home office. Essa mudança, motivada pela necessidade de isolamento social e contenção do vírus da covid-19, impactou diretamente as relações trabalhistas e trouxe consigo diversos desafios e dilemas.
Com essa remodelação, temos duas formas de pensamento. Por um lado, profissionais que se imaginam fugindo da rotina de acordar muito cedo, perder tempo no deslocamento na ida e volta do trabalho, enfrentando trânsito. E ainda, passando horas no escritório, para atividades que poderiam ser realizadas em home office.
Já os defensores no trabalho presencial, podem se sentir mais focados e disciplinados trabalhando presencialmente. Ainda preferem o convívio com colegas e gestores, e da estrutura da empresa.
Esse debate entre o modelo presencial e remoto permeia discussões em diversas empresas.
Mas, afinal, qual o melhor modelo: presencial ou remoto? Vamos falar um pouco de cada um, os seus benefícios e também desvantagens. Falaremos também sobre uma alternativa que cresce cada vez mais: o modelo híbrido.

Basicamente no trabalho in loco, o profissional executa suas atividades na sede da empresa. Ainda um modelo vigente na grande maioria das empresas, o trabalho presencial ainda é o preferido por muitas organizações e gestores.
Sociabilidade: Uma vantagem do trabalho in loco é a interação social mais próxima com colegas da empresa. Reuniões presenciais, conversas descontraídas na hora do cafezinho e networking podem ser cruciais para estimular o crescimento profissional e também identificar mais facilmente skills de liderança, capacidade de gestão diante de conflitos e desafios.
Estrutura e Rotina: O trabalho presencial fornece uma estrutura clara, e pode ajudar muitos profissionais a serem mais disciplinados e focados nas atividades que realizam.
Acesso a Recursos: No escritório, é possível ter acesso imediato a recursos, tecnologia e apoio técnico mais próximo e imediato.
Menos Flexibilidade: O trabalho presencial geralmente oferece menos flexibilidade em termos de horário e local de trabalho. Isso pode impactar diretamente na satisfação e qualidade de vidas de muitos profissionais. Segundo pesquisa da Hobert Half Talent Solutions, 39% dos profissionais irão buscar outras oportunidades se não tiverem flexibilidade.
Deslocamento: O tempo gasto no trânsito pode ser estressante e cansativo, afetando diretamente na motivação e produtividade do profissional. Isso impacta nos resultados da empresa.
Custos Adicionais: Despesas como vale transporte e vale alimentação podem se tornar mais onerosas para as finanças da empresa. Custos esses que no modelo remoto ou híbrido, que falaremos mais à frente, são retirados ou muito reduzidos.

Define-se pelo trabalho home office, ou seja, em casa, ou qualquer local que tenha conexão à internet. Também envolve equipes que trabalham externamente, como vendedores, entregadores, que não necessariamente precisam bater ponto presencialmente. Ou profissionais não precisam se apresentar presencialmente na empresa. Mas, afinal, quais são os prós e contras desse modelo?
Liberdade espacial: É possível trabalhar de qualquer lugar, seja em casa, ou até em outra cidade, estado ou país, desde que esteja conectado à internet. Para muitas pessoas, principalmente da geração Y e Z, é um fator importante na hora de escolher trabalhar em uma empresa.
Flexibilidade de tempo: O trabalho remoto, home office, permite que o trabalhador adapte a sua rotina de atividades profissionais à sua vida pessoal.
Economia de Tempo e Dinheiro: Adeus ao trânsito e aos custos de transporte. Além disso, muitas vezes, você economiza em roupas formais e refeições fora de casa.
Retenção de talentos: Segundo pesquisa da Hobert Half Talent Solutions, sobre modelos de trabalho, grande parte dos candidatos, em entrevistas de emprego, deixam de participar de processos caso a empresa não ofereça flexibilidade (remoto/híbrido). Ou seja, a empresa pode perder a oportunidade de atrair profissionais mais qualificados, assim como reter talentos.
Distrações em Casa: Trabalhar em casa pode ser desafiador devido a distrações, como tarefas domésticas e familiares. Para se cumprir uma rotina de atividades, é preciso reuniões de pauta e follow up diárias ou semanais assim como estabelecer prazos de entrega e avaliações de desempenho. Isso pode ser efetuado através de plataformas de gerenciamento de tarefas, por exemplo.
Falta de Estrutura: A falta de uma estrutura rígida pode levar à procrastinação e à dificuldade de desconectar do trabalho. Isso envolve tanto a necessidade de equipamentos adequados como ambientes isolados em casa para o trabalho home office.

Um fato é inegável: atualmente, o modelo de hierarquia tradicional e o trabalho totalmente presencial se afastam cada vez mais das aspirações e ambições dos profissionais mais jovens. Isso fica ainda mais evidente entre a geração Y, também conhecida como millennials, nascidos entre 1981 e 1995. E ainda mais entre a geração Z, nascidos principalmente entre 1995 e 2010.
Nesse sentido, diante dos benefícios e desvantagens tanto do trabalho presencial quanto do remoto, surge como possibilidade um modelo intermediário: o híbrido. Esse modelo está sendo considerado por muitos como uma tendência para o futuro do trabalho. Trata-se basicamente do trabalho presencial mesclado com o remoto. Em alguns dias ou períodos da semana, o profissional trabalha na empresa, e em outros dias ou horários, em home office.
. Liberdade de escolha: O profissional pode decidir, em conjunto com a empresa, os dias e horários em que deseja estar na empresa ou trabalhar remoto. A produtividade aumenta quando você está no seu melhor ambiente.
. Flexibilidade de tempo: Adaptação da rotina profissional e pessoal, oferecendo mais tempo para o profissional resolver questões como consultas médicas e burocráticas pessoais.
Diante dos desafios comportamentais das novas gerações de profissionais, a palavra chave é adaptação.
De acordo com a pesquisa da Hobert Half Talent Solutions, sobre modelos de trabalho, 77% dos profissionais encaram o modelo híbrido como o ideal.
Entretanto, seja presencial, remoto ou híbrido, antes de tudo é necessário que a empresa avalie quais modelos de trabalho mais se adequam às suas atividades e rotinas.
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