Last Updated: novembro 1, 2026
Este artigo explica, com dados e exemplos, por que as demissões voluntárias (os chamados pedidos de demissão) se tornaram uma tendência crescente no mercado de trabalho brasileiro, quais perfis profissionais estão à frente desse movimento e quais estratégias de gestão de pessoas realmente funcionam para reduzir o turnover. É um conteúdo voltado para profissionais de Recursos Humanos, Departamento Pessoal, gestores, líderes de equipe e empreendedores que precisam entender e enfrentar esse cenário.
As demissões voluntárias no Brasil são uma tendência que se apresentou com mais força, principalmente em 2022 e 2023. Com as mudanças de comportamento, gerações, modelos de trabalho no mercado de trabalho brasileiro, observamos esse fenômeno em grande ascensão. Algo que para gerações passadas, com a X, seria muito estranho. Essas demissões tem ocorrido por motivos que não são somente um salário ou oportunidade maior, mas a busca por mais qualidade de vida e tempo.
Sendo assim, diversos fatores envolvidos neste comportamento, vamos falar em detalhes sobre esse tema. Abordando o motivo desse crescimento, quem são os profissionais envolvidos e sobre a importância de manter talentos e plano de carreira nas empresas.
Com base em dados recentes, as demissões voluntárias no Brasil têm se tornado cada vez mais comuns. Isso refletem mudanças significativas no comportamento dos trabalhadores e nas condições do mercado de trabalho. Assim, esse fenômeno vem ganhando destaque especialmente nos últimos anos. Sendo acompanhado pelo aquecimento da economia e o surgimento de novas oportunidades de emprego em diversos setores.

Para efeito de comparação internacional, o fenômeno dialoga com o que o professor Anthony Klotz, da Texas A&M University, batizou de “Great Resignation” (A Grande Renúncia) em 2021 — nos Estados Unidos, o Bureau of Labor Statistics registrou mais de 47 milhões de pedidos voluntários de demissão naquele ano, o maior volume já medido na série histórica, mostrando que a mudança de prioridades dos trabalhadores é uma tendência global e não apenas brasileira.

O aumento das demissões voluntárias no Brasil reflete não apenas as condições econômicas favoráveis. Também demonstra as mudanças nas expectativas e aspirações dos trabalhadores, especialmente das gerações Y e Z. Diante desse cenário, as empresas enfrentam o desafio de adaptar suas estratégias de gestão de pessoas para atrair, reter e desenvolver os melhores talentos.
Investir na qualidade do ambiente de trabalho, oferecer oportunidades de crescimento e desenvolvimento profissional e criar um plano de carreira claro são medidas essenciais para enfrentar esse desafio e garantir o sucesso a longo prazo.
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Demissão voluntária é o desligamento solicitado pelo próprio colaborador, ou seja, o conhecido “pedido de demissão”. Nesse caso, a iniciativa de encerrar o contrato de trabalho parte do empregado, e não da empresa. Isso altera os direitos rescisórios envolvidos, já que não há, por exemplo, multa de 40% sobre o FGTS nem aviso prévio indenizado pelo empregador.
Segundo os dados apresentados neste artigo, as demissões voluntárias cresceram cerca de 25% em 2023 na comparação com 2022. Elas passaram de 10% para 17% do total de desligamentos no país. Trata-se do maior patamar já registrado nos últimos anos.
A faixa entre 18 e 24 anos lidera, representando 39,5% do total de desligamentos voluntários. Em seguida aparecem os trabalhadores com até 17 anos e os profissionais entre 25 e 29 anos, ambos com 36,5%. Isso confirma o protagonismo das gerações Y e Z nesse movimento.
As causas mais citadas são a busca por flexibilidade e trabalho remoto ou híbrido, a insatisfação com a cultura organizacional e a falta de perspectiva de crescimento. A pandemia acelerou essa reavaliação de prioridades, colocando qualidade de vida e saúde mental no centro das decisões de carreira. Salário continua relevante, mas deixou de ser o único fator determinante.
Tecnologia, marketing e finanças concentram os maiores índices de demissões voluntárias. São áreas com mercado aquecido, alta demanda por talentos qualificados e muitas opções de recolocação. Ao mesmo tempo, sofrem com forte pressão por resultados e índices elevados de burnout e ansiedade.
As estratégias mais eficazes incluem criar um plano de carreira claro, investir em desenvolvimento profissional, oferecer benefícios relevantes e construir um ambiente de trabalho saudável e inclusivo. Modelos flexíveis de jornada, como home office e trabalho híbrido, também pesam muito na decisão de permanecer. Pesquisas de clima e entrevistas de desligamento ajudam a identificar causas antes que o pedido aconteça.
Um controle de ponto digital e remoto dá transparência sobre jornadas, horas extras e banco de horas, evitando sobrecarga e conflitos que geram insatisfação. Ele também viabiliza modelos flexíveis e híbridos com segurança jurídica para a empresa. A Pontua oferece essa tecnologia para times de RH e Departamento Pessoal em pontua.com.br/funcionalidades.
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