Last Updated: outubro 19, 2026
Este guia é voltado para profissionais de recursos humanos, gestores, técnicos de segurança do trabalho e empresários que precisam reconhecer precocemente os sinais de doenças ocupacionais entre seus funcionários. Aqui você encontra a definição de doença ocupacional, a diferença em relação à doença do trabalho, os cinco principais grupos de enfermidades relacionadas ao ambiente corporativo, cinco sintomas de cada um deles e as ações práticas de prevenção que a empresa pode implementar imediatamente.

As pessoas passam grande parte do seu dia no local de trabalho, muitas vezes, exercendo atividades que exigem um esforço repetitivo. Se a empresa, contudo, não se preocupar com o bem-estar dos seus colaboradores, surgirão, então, as doenças ocupacionais.
Desse modo, o setor de recursos humanos deve levar em consideração a questão de tais doenças, prestando atenção, implementando medidas e ações que possam atenuar o desgaste dos funcionários da empresa.
Sendo assim, é fundamental além de preveni-las, conhecer também os direitos do trabalhador e os deveres do empregador no caso de doenças ocupacionais.
Essas doenças são aquelas que aparecem devido a movimentos repetitivos ou por lesões específicas de uma determinada profissão.
Se você, por exemplo, ficar exposto à luminosidade das telas o dia todo poderá surgir problemas de visão. Se trabalhar muito tempo em contato com algum tipo de poeira pode provocar doenças de pele.
As doenças ocupacionais, portanto, sempre surgem pelo tipo de trabalho que a pessoa exerce.
Segundo dados do Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho (SmartLab), iniciativa do Ministério Público do Trabalho e da Organização Internacional do Trabalho (OIT), o Brasil registra em média mais de 500 mil notificações de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho por ano, com bilhões de reais em gastos previdenciários com afastamentos — o que reforça a importância da prevenção dentro das empresas.
A doença do trabalho está relacionada com o ambiente em que a pessoa exerce a sua atividade. Se uma pessoa trabalhar com funções em minas de níquel ou em ambientes radioativos ela pode ter câncer.
Já as doenças ocupacionais dizem respeito à atividade que o trabalhador realiza. Aquelas que exigem ficar em pé, por exemplo, ou que façam movimentos repetidos, como digitar oito horas diárias.
Geralmente, essas doenças acometem os colaboradores no ambiente de trabalho, causado, portanto, pelo esforço repetitivo, exposição em excesso de modo constante a fatores nocivos, pelas más condições de posturas e ergonomia, entre outros vários motivos.
Em um ambiente de trabalho que seja insalubre é muito importante o fornecimento de equipamentos de proteção individual (EPI).
Em seguida, mostraremos algumas doenças, cinco sinais de cada uma delas e como deve ser feita a sua prevenção. São elas:

Esta é uma sigla que indica lesão por esforço repetitivo. Ela é uma síndrome que compõe um grupo de doenças como bursite, tendinite, síndrome de túnel do carpo e várias outras mialgias, ou seja, dores musculares.
Elas causam uma sobrecarga no organismo por atingirem os músculos, tendões e nervos dos membros superiores.
A LER ocorre quando existem atividades que exigem uma carga intensa de trabalho e execução de movimentos repetidos por um longo período.
Desse modo, a cobrança da produtividade pode intensificá-la. Veja a seguir cinco sinais desta doença:
É muito importante, então, o diagnóstico e seu tratamento para que não haja um agravamento na situação.
Nesse caso, pode desencadear um processo de degeneração dos nervos, com dores intensas e dificuldade na realização de movimentos básicos. Isto pode, portanto, interferir na execução de alguma tarefa de rotina. .
Como uma forma de prevenir a LER existem algumas medidas que se pode tomar como, por exemplo:

A causa desses transtornos ocorre devido à exposição de trabalhadores a ruídos e também produtos químicos, muito comuns na indústria. Por este motivo, é obrigatório o uso adequado de equipamentos de EPIs para garantir a proteção da saúde, evitando, assim, doenças ocupacionais como esta.
O funcionário perde gradualmente a audição e por isso é essencial a atenção do colaborador a qualquer sinal de diminuição auditiva. Procurando, então, auxílio médico assim que perceber os sintomas. Veja a seguir cinco sinais dessas doenças:
Ainda não há um tratamento específico para este tipo de perda auditiva. A empresa, no entanto, pode oferecer acompanhamento com fonoaudiólogo e protetores auriculares para preveni-la.

Esta doença afeta o sistema respiratório por causa da inalação de agentes alérgenos existentes no local de trabalho como, por exemplo, fungos, substâncias químicas como amônia, cloro ou isocianatos usados na fundição de metais. Veja abaixo cinco sinais desta doença:
Desse modo, para evitar este tipo de problema mantenha o ambiente sempre higienizado e utilize máscaras de proteção.
Elas são provocadas por causa da pressão para a entrega de trabalho em curto tempo, clima organizacional ruim e o assédio moral no ambiente de trabalho. Abaixo seguem, então, cinco sinais dessas doenças:
Para evitar tais doenças é importante que a empresa garanta um ambiente de trabalho saudável e acompanhe a rotina de seus colaboradores, para entender se suas responsabilidades estão equilibradas. Além disso, é importante que o colaborador tenha uma rotina fora do trabalho, envolvendo atividades físicas, lazer, entre outros. No caso de diagnóstico, é essencial realizar o acompanhamento com profissionais da área, como psicólogos e psiquiatras.
Eles podem ser provocados por falta de ergonomia no ambiente de trabalho, sobrecarga dos membros inferiores e posturas inadequadas. A artrite e a artrose, portanto, estão entre estes transtornos. Abaixo estão cinco sinais:
Para evitar que os transtornos nas articulações progridam, o colaborador precisa procurar, assim, um diagnóstico adequado. O tratamento está relacionado à prática de atividades físicas, fisioterapia, alimentação saudável e o uso de medicamentos para aliviar a dor no caso, por exemplo, da artrose.
As doenças ocupacionais, como se pode notar, são resultados de condições de trabalho ou atividades exercidas de forma inadequada.
Sendo assim, os empregadores devem zelar pela saúde e bem estar dos seus colaboradores sempre que notarem a presença dos sinais apresentados acima em cada uma das doenças descritas.
Com um ambiente mais favorável haverá mais qualidade de vida e consequentemente maior produtividade.
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Os sinais mais frequentes são dores e formigamento em mãos e braços, perda gradual de audição ou zumbido no ouvido, falta de ar e tosse crônica, alterações de humor e esgotamento mental, além de inchaço e rigidez nas articulações. Quando esses sintomas aparecem de forma repetida em um mesmo setor, é um forte indício de causa ocupacional. O ideal é encaminhar o colaborador ao serviço de medicina do trabalho imediatamente.
Sim. A legislação previdenciária brasileira equipara a doença profissional e a doença do trabalho ao acidente de trabalho. Isso significa que a empresa deve emitir a Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) e o colaborador pode ter direito a benefícios previdenciários e estabilidade após o retorno.
A responsabilidade principal é do empregador, que deve fornecer EPIs adequados, manter programas de saúde ocupacional e garantir ergonomia no ambiente. O RH e o SESMT atuam no monitoramento e nos exames periódicos. O colaborador, por sua vez, tem o dever de usar corretamente os equipamentos de proteção e comunicar sintomas precocemente.
A ergonomia ajusta o posto de trabalho ao corpo do trabalhador, reduzindo a sobrecarga sobre músculos, tendões e articulações. Cadeiras reguláveis, monitores na altura dos olhos, apoio para pulsos e pés e pausas programadas diminuem significativamente o risco de lesões. Avaliações ergonômicas periódicas são a forma mais eficaz de identificar riscos antes que virem afastamentos.
Sim. A Organização Mundial da Saúde classifica o burnout como um fenômeno ocupacional decorrente do estresse crônico no trabalho não gerenciado adequadamente. Os sinais incluem exaustão extrema, distanciamento mental do trabalho e queda de desempenho. Empresas devem combater causas estruturais como sobrecarga, metas inatingíveis e assédio moral.
Os exames admissionais, periódicos, de mudança de função e demissionais são as principais ferramentas de detecção. Audiometrias, espirometrias, avaliações ortopédicas e questionários de saúde mental ajudam a identificar alterações antes que se tornem incapacitantes. Manter esse histórico organizado também protege a empresa juridicamente.
O RH deve encaminhar o colaborador para avaliação médica ocupacional, registrar o caso, emitir a CAT quando houver nexo com o trabalho e revisar as condições do posto de trabalho. Também é importante acompanhar o tratamento e adaptar funções durante a recuperação. Agir rápido reduz o agravamento do quadro e o tempo de afastamento.
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